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Convergindo visões: meios de pagamento, LGPD e impactos regulatórios

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Convergindo visões: meios de pagamento, LGPD e impactos regulatórios

Convergindo visões - meios de pagamento, LGPD e impactos regulatórios

Como entender os impactos regulatórios no ecossistema de meios de pagamento com a implantação da LGPD? No cenário atual, há uma convergência de regulações do setor financeiro e de proteção de dados pessoais, mas que podem, em alguns momentos, esbarrar em especificidades de modelos de negócio cada vez mais inovadores, dos diferentes atores que atuam no mercado. Então, como podemos avançar?

Para ajudar a desatar este nó, parece essencial conectar diferentes agentes regulatórios a uma agenda comum. Com o objetivo de reunir diferentes perspectivas e promover discussões sobre os impactos regulatórios, convidamos especialistas dos sistemas financeiro e de pagamentos, representantes da Autoridade Nacional de Proteção de Dados – ANPD e do Banco Central para analisar as regras e obrigações de compartilhamento de dados pessoais entre atores do mercado financeiro, de pagamentos e marketplaces.

Participaram da Varanda ITS #108, Miriam Wimmer, diretora da ANPD, Isabela Maiolino, coordenadora-geral de Normatização da ANPD, Danilo Takasaki Carvalho, procurador do Banco Central do Brasil, e Celina Bottino, diretora de Projetos do ITS, com a moderação de Patricia Thomazelli, advogada e sócia no Rennó Penteado Sampaio Advogados e especialista no setor financeiro.

FONTE:   https://itsrio.org/pt/varandas/convergindo-visoes-meios-de-pagamento-lgpd-e-impactos-regulatorios/

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Prefeitura de Chopinzinho anula edital por vício de origem e Furnas acata recurso do CRA-PR

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Prefeitura de Chopinzinho anula edital por vício de origem e Furnas acata recurso do CRA-PR

Prefeitura de Chopinzinho anula edital por vício de origem e Furnas acata recurso do CRA-PR

Após receber notificação do setor de fiscalização do CRA-PR, a Prefeitura de Chopinzinho anulou o edital do Concurso Público nº 1/2012 para formação de cadastro de reserva do quadro de pessoal. A medida foi adotada por meio do Decreto nº 164/2012 assinado pelo prefeito Vanderlei José Crestani em 25 de maio, considerando a existência de possível vício de origem em face da descrição equivocada do cargo de Técnico em Administração e sua respectiva titulação. Devido ao período pré-eleitoral – no qual a administração pública fica impedida de efetuar contratações de pessoal – não houve tempo hábil para readequar o edital.

Em 23 de maio do corrente, o diretor de Fiscalização do CRA-PR, Amílcar Pacheco dos Santos, enviou o Ofício nº F/297/2012 à Prefeitura de Chopinzinho alertando para a irregularidade contida no edital do concurso público. Estava sendo exigido somente grau superior completo para Técnico em Administração. A descrição das atribuições do cargo, no entanto, não deixava dúvidas quanto ao enquadramento no campo de atuação privativo do Administrador, conforme dispõe a Lei Federal nº 4.769/65.

Furnas retifica edital

A empresa concessionária de serviços públicos de energia elétrica Furnas acatou recurso administrativo interposto em abril do corrente pela fiscalização do CRA-PR contra edital de licitação para contratação de empresa para serviços de transporte. Em correspondência enviada ao CRA-PR, o responsável pelo Departamento de Produção Paraná da empresa, Francisco Luiz da Mota, informa que a empresa decidiu dar provimento ao recurso para incluir no edital de licitação a exigência de registro cadastral da pessoa jurídica e o respectivo atestado de capacidade técnica fornecido pelo órgão de classe competente, no caso o CRA-PR.

Para o presidente do CRA-PR, Gilberto Serpa Griebeler, “os casos supracitados demonstram a eficácia do intenso e competente trabalho de fiscalização que o órgão vem realizando a fim de fazer cumprir a legislação que regulamenta o exercício da profissão de Administrador”. Para que o Conselho continue realizando a fiscalização a contento, é importante que os profissionais e a sociedade civil levem ao conhecimento do órgão toda e qualquer irregularidade de que tenham conhecimento. Para tanto está disponível o e-mail fiscalizacao@cra-pr.org.br .

FONTE:   https://cra-pr.org.br/de-olho-nos-concursos-publicos/

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Plano de Adequação à LGPD

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Plano de Adequação à LGPD

Plano de Adequação à LGPD

O Plano de Adequação do IFPR à Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais apresenta medidas para construir um ambiente propício para o atendimento das diretrizes e metas apresentadas na legislação.

O Plano foi elaborado tendo em vista a implementação gradativa e continuada, por meio de etapas integradas de adequação da LGPD no Instituto Federal do Paraná.

FONTE: https://reitoria.ifpr.edu.br/acesso-a-informacao/lei-geral-de-protecao-de-dados/o-ifpr-e-a-lgpd/plano-de-adequacao-a-lgp

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Com LGPD, empresas param de aceitar currículos por e-mail; veja o que mudou

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Com LGPD, empresas param de aceitar currículos por e-mail; veja o que mudou

Com LGPD, empresas param de aceitar currículos por e-mail; veja o que mudou

Multas por infrações à LGPD (Lei Geral de Proteção de Dados) podem ser aplicadas em agosto deste ano. Desde então, as empresas brasileiras têm intensificado esforços para implantar novas rotinas no tratamento de dados, inclusive em processos seletivos. Uma das medidas para diminuir riscos tem sido a proibição do recebimento de currículos por e-mail, mudança que deve alterar as estratégias de quem está em busca de uma vaga.

O que diz a lei? A LGPD determina que as empresas devem trabalhar apenas com dados pessoais estritamente necessários para cada atividade e manter informações armazenadas somente enquanto o uso for justificável.

Além disso, também é preciso saber exatamente o caminho de cada dado dentro da empresa para que haja o controle do seu compartilhamento entre funcionários.

Qual é o problema dos currículos enviados por e-mail? No caso de currículos enviados por e-mail, o próprio candidato é quem escolhe o que vai estar nele, portanto a empresa não tem como controlar o que recebe. Sendo assim, ela pode ter acesso a dados que não são pertinentes para o processo seletivo. Informações como foto, endereço completo ou identidade de gênero podem expor candidatos a atos discriminatórios e deixar a companhia sujeita a punições.

A Lei Geral de Proteção de Dados estabelece multas de até R$ 50 mil ou 2% do faturamento anual da empresa, além de sanções que podem proibir as atividades de forma definitiva ou temporária. Processos judiciais paralelos também podem ocorrer.

Karolyne Utomi, especialista em Direito Digital e LGPD, e sócia da KR Advogados, lembra que quem se candidata a uma vaga tem o direito de saber porque seus dados pessoais serão relevantes para o processo. Portanto, a orientação é perguntar aos recrutadores sempre que desconfiar de algum excesso.

“As pessoas estavam acostumadas a fornecer qualquer informação solicitada, assim como as empresas tinham o costume de pedir todos os dados possíveis no primeiro contato para não precisarem fazer novas solicitações. É uma mudança de cultura e muita gente ainda está se adaptando”, afirma Karolyne.

O que é informação relevante e o que não é? De acordo com a gerente de serviço & qualidade da empresa de recrutamento Adecco, Kerullen Pimenta de Sá, as empresas precisam sempre ter o nome do candidato e uma forma de contato: telefone, e-mail ou link para redes sociais.

Outro dado importante é o endereço, mas nada muito detalhado, a empresa precisa saber no máximo a cidade onde o candidato reside e também sua disponibilidade para mudança de região ou trabalho remoto.

Informações pessoais que vão para além disso — idade, filhos, gênero, endereço detalhado, CPF e RG — devem ficar de fora na maioria das vezes. “Nós orientamos a não colocar e não disponibilizamos para os clientes, por mais que alguns deles ainda nos peçam”, diz a recrutadora.

Algumas plataformas solicitam informações mais específicas, mas Kerullen explica que nesses casos o candidato deve receber um termo para que possa autorizar o compartilhamento. Quando falamos de programas voltados à inclusão de grupos diversos, por exemplo, informações como gênero, raça e deficiências podem ser relevantes. Nesse caso, deve haver sempre a opção “prefiro não informar”.

Como estão sendo os processos agora? As empresas estão se adaptando gradualmente às exigências da LGPD. O que tem acontecido é uma migração dos processos seletivos para sites oficiais ou plataformas de contratação — espaços onde é possível solicitar informações específicas do candidato por meio de formulários de cadastro.

A AP Interative, empresa de transformação digital e desenvolvimento de softwares, já conseguiu avançar bastante nesse sentido. A equipe vem se adequando desde 2020, quando contratou seus primeiros colaboradores jurídicos especializados em LGPD. A partir daí, as mudanças de comportamento e de processos passaram a ser assimiladas.

“Como já estamos nesse processo há algum tempo, a adaptação tem sido natural. Hoje, quando uma pessoa vem trabalhar com a gente, ela recebe um treinamento sobre LGPD no primeiro dia e já fica a par de como deve tratar os dados, conhece nossas ferramentas internas e as pessoas com quem pode esclarecer suas dúvidas”, conta Dario Gargaglione, CEO da AP Interactive.

Com as mudanças, a companhia passou a captar currículos por meio de uma ferramenta dentro do seu site próprio e também utiliza plataformas como LinkedIn e sites especializados em recrutamento.

Quanto às indicações e aos currículos eventualmente recebidos por e-mail, o procedimento é o mesmo. A pessoa é orientada a realizar o cadastro pelo site da empresa ou a fornecer o endereço da sua página no LinkedIn para dar continuidade ao contato.

Como se destacar por meio das plataformas? Levando em conta sua experiência como recrutadora, Kerullen afirma que, por mais que o candidato tivesse a oportunidade de expressar sua identidade no currículo, o layout nunca foi tão importante. Para ela, o que vale mesmo são as informações. Por isso, o primeiro passo para se destacar é preencher 100% do perfil.

Ela lembra que não basta colocar somente a descrição da atividade. É importante citar projetos realizados e resultados obtidos no emprego anterior. Certificados e cursos também são bem-vindos.

“É sair um pouco do padrão ’empresa, descrição, período, formação’ e colocar mais informações relevantes para o perfil técnico”, ela aponta. Habilidades comportamentais — ser comunicativo, assertivo, etc — não entram nessa etapa, pois requerem avaliação para serem validadas.

Outra dica é apostar no aprimoramento do perfil no LinkedIn. Ele deve estar atualizado e com o informe de que o profissional está avaliando oportunidades.

Brasil.

FONTE: https://6minutos.uol.com.br/carreira/com-lgpd-empresas-param-de-aceitar-curriculos-por-e-mail-veja-o-que-mudou/

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VWFS lança game para treinar seus funcionários sobre segurança da informação e LGPD

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VWFS lança game para treinar seus funcionários sobre segurança da informação e LGPD

VWFS lança game para treinar seus funcionários sobre segurança da informação e LGPD

“Hacker Rangers” é o jogo virtual da VWFS que reforça conhecimentos sobre as exigências da LGPD e segurança da informação entre seus funcionários

Com o objetivo de reafirmar o compromisso com a privacidade e transparência que envolvem dados pessoais de funcionários, clientes, empresas do grupo, parceiros e fornecedores, a Volkswagen Financial Services Brasil (VWSF) acaba de lançar um treinamento virtual em forma de desafio para consolidar as práticas em segurança da informação e proteção de dados entre seus funcionários.

Trata-se do game “Hacker Rangers” que tem como objetivo disponibilizar conhecimento de maneira lúdica e divertida.

Durante 12 semanas, os funcionários receberão quizes, vídeos, apostilas e testes sobre assuntos referentes à cibersegurança e proteção de dados. A primeira temporada da competição começou em junho e terminou no dia 3 de setembro.

A competição ajudará a fortalecer a proteção dos dados na VWFS. Além disso, os participantes poderão enviar dicas, sugestões, indicar melhorias de segurança e reportar ações positivas por meio de ciberatitudes.

As ações realizadas na plataforma, assim como o cadastramento na ferramenta e os resultados dos exames geram pontos aos usuários, resultando em rankings (mensal e geral) e dando direito a premiações àqueles que acumularem mais pontos ao final de cada temporada.

“Boa parte dos problemas relacionados à Segurança da Informação nas empresas envolvem os próprios usuários. Por isso, investimos anualmente em programas de conscientização sobre o tema. Para este ciclo, idealizamos a utilização de uma abordagem diferenciada e que pudesse de uma forma mais lúdica e divertida apresentar os conceitos e reforçar as atitudes das pessoas”.

“Nosso objetivo é garantir que os funcionários conheçam os perigos, protejam-se dos riscos e compartilhem os conhecimentos aprendidos, criando uma cultura de segurança da informação“, afirma Felipe Oliveira, diretor de tecnologia da informação da VWFS.

“É essencial que todos nossos funcionários atuem de forma engajada na conformidade com a privacidade e proteção de dados e segurança da informação na VWFS, pois, somente desta maneira, poderemos atingir nosso propósito e garantir que nossos processos estejam adequados à Lei e às expectativas de nossos clientes, funcionários e demais stakeholders“, destaca Luis Fabiano Penteado, diretor de assuntos jurídicos & compliance e integridade da VWFS.

A Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD) está em vigor desde 18/09/2020. Empresas de todo o Brasil que descumprirem a LGPD poderão sofrer punições.

Sobre VWFS

A Volkswagen Financial Services Brasil é constituída pelo Banco Volkswagen, Consórcio Nacional Volkswagen, Volkswagen Corretora de Seguros e Fundada em 1956, a empresa dispõe de uma gama de produtos para facilitar o acesso a veículos de passeio, comerciais, caminhões e ônibus Volkswagen e MAN Latin America, automóveis Audi e motocicletas Ducati. A Volkswagen Financial Services atende mais de 700 concessionários das marcas, em todas as regiões do Brasil. A instituição possui uma base de mais de 800 mil clientes ativos no Brasil.

FONTE: https://cryptoid.com.br/protecao-de-dados/vwfs-lanca-game-para-treinar-seus-funcionarios-sobre-seguranca-da-informacao-e-lgpd/

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LGPD dá respaldo para dados não serem usados inadequadamente, diz especialista

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LGPD dá respaldo para dados não serem usados inadequadamente, diz especialista

LGPD dá respaldo para dados não serem usados inadequadamente, diz especialista

O texto completou um ano em vigor no mês de setembro e foi um marco na regulamentação de dados pessoais no Brasil. Dessa forma, Rocha explicou o quão importante é que as pessoas leiam com atenção como se dá o compartilhamento de informações nos serviços utilizados.

“Muitas vezes estamos com pressa e aceitamos tudo sem ler”, disse.

“Se não lemos essas regras, muitas vezes estamos autorizando que esses dados sejam compartilhados com outras empresas terceiras e pessoas para fins comercias.”

Apesar disso, a especialista também ressaltou a importância do preenchimento correto das informações pessoais, caso a empresa procurada siga a LGPD. “Nenhum dado deve ser solicitado se não tiver uma finalidade específica”, alertou.

“Se a empresa está adequada à lei e o consumidor confia nela, então tem condição de fazer um tratamento adequado dos seus dados, que ele os coloque de forma correta.”

Dados pessoas e sensíveis
Outro ponto abordado por Rocha é a diferença entre dados pessoais e dados sensíveis. Segundo ela, é essencial que se saiba quais são cada um, para que o cliente possa utilizar o serviço de determinada empresa da maneira mais segura.

“Dados pessoais são todos os dados que definem uma pessoa física”. Alguns exemplos citados pela especialista são o endereço, o nome completo e o número do celular.

Já os sensíveis são ainda mais específicos sobre cada indivíduo, como, por exemplo, o tipo sanguíneo. “Todos esses dados que caracterizam informações mais sensíveis precisam ter um cuidado ainda mais intenso, porque podem dizer muito a respeito da pessoa”, explicou.

“Uma vez que temos o conhecimento sobre o que são dados pessoais e sensíveis, podemos decidir que tipo de compartilhamento queremos dar para esses os mesmos.”

FONTE: https://www.cnnbrasil.com.br/business/lgpd-da-respaldo-para-dados-nao-serem-usados-inadequadamente-diz-especialista/

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Os riscos de aceitar os cookies e termos de privacidade na internet

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Os riscos de aceitar os cookies e termos de privacidade na internet

Os riscos de aceitar os cookies e termos de privacidade na internet

Com origem ainda nos primórdios da internet, lá nos anos 90, o termo “cookies” explodiu em popularidade nos últimos anos. Com as legislações seguindo cada vez mais na direção da proteção dos direitos e da privacidade dos usuários da internet, o conceito virou popular por aparecer na página inicial de praticamente cada site que visitamos.

Para se ter uma ideia, de acordo com o Google Trends, ferramenta que mostra os termos mais buscados na internet, a pesquisa “cookies o que é” atingiu seu ápice dos últimos 3 anos entre agosto e setembro de 2020 no Brasil. O período coincide justamente com a entrada em vigor da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), em 19 de agosto do ano passado.

A norma estipula regras que visam deixar mais transparente o trato com os dados dos usuários brasileiros na internet e foi inspirada pelo Regulamento Geral sobre a Proteção de Dados (RGPD) da Europa.

Os cookies são protocolos de comunicação muito comuns que fazem parte da experiência das pessoas não só no computador, mas também no acesso à internet através dos celulares, tablets e outros devices. Por isso, é essencial entender que apesar da comodidade que eles entregam, também há riscos envolvidos no processo.

O que é um cookie?

Os cookies são espécies de arquivos residuais que nós deixamos ao visitar praticamente qualquer site. Eles servem para personalizar a experiência do usuário e identificar a pessoa que está acessando o conteúdo. A partir dos cookies, as páginas têm uma ideia de quem somos e conseguem nos oferecer conteúdos relacionados a coisas que gostamos.

Atualmente, existem vários tipos de cookies, mas de maneira geral, eles servem para o mesmo propósito de simplificar a navegação na internet. Os pequenos arquivos são enviados para os browsers que as pessoas usam. Ou seja, eles ficam armazenados no Google Chrome, Firefox, Opera, Safari, Internet Explorer ou outro software.

Por causa disso, grande parte da interação com os cookies pode ser feita nas abas de configurações dos navegadores. Por lá, é possível saber quais sites armazenaram os cookies e apagar os cookies salvos em determinado período (na última semana, por exemplo).

Quais dados os cookies armazenam?

Os cookies podem armazenar centenas de informações de um usuário. Como as páginas têm informações e funções diferentes, cada uma opta por armazenar informações que lhe sirvam de alguma forma, seja para personalizar a experiência do usuário ou vender um produto ou serviço de forma mais direcionada. Confira, abaixo, detalhes que eles armazenam e exemplos de que modo as informações podem ser utilizadas pelos sites:

Localização: sites que pedem o acesso à localização do usuário podem converter a informação em propaganda direcionada de lojas próximas do local onde ele mora ou previsão do tempo na região, por exemplo;
Nome: os nomes dos usuários podem ser utilizados para oferecer experiências personalizadas de boas-vindas em uma página;

Gênero: o gênero do usuário pode ser utilizado como um marcador para saber o público-alvo de um site. Com essa informação, o site consegue acordos publicitários mais assertivos;

Endereço de e-mail: como quase todas as informações citadas anteriormente, o e-mail é bastante importante para e-commerces e marketplaces, já que ele pode servir como uma porta de entrada para e-mail marketings;

IP: o registro do IP, que é como se fosse a identidade de uma pessoa na internet, serve para responsabilizar usuários caso algum crime ou desrespeito às normas ou termos de uso de um site seja cometido. Uma pessoa que divulgar imagens impróprias ou ofender um outro usuário em um site de notícias ou rede social poderá ser identificada em um hipotético processo judicial através do IP, por exemplo;

Senhas: o registro das senhas é bastante comum em sites que precisam oferecer uma experiência contínua e sem interrupções para os usuários. Grandes plataformas de streaming salvam o registro para que a pessoa não precise inserir a senha novamente a cada vez que um filme ou vídeo é visto, por exemplo;

Páginas acessadas: também comum em sites de comércios eletrônicos, o registro das páginas visitas é importante para que a loja tenha uma noção dos gostos da pessoa e ofereça produtos que se parecem com aqueles que foram visualizados anteriormente;

Número do cartão de crédito: considerado um dos dados mais sensíveis, o registro do número do cartão de crédito serve para facilitar a compra de serviços e produtos online;

Outros usos: além de tudo o que já foi citado, os cookies também armazenam informações da escolha de idioma de um site; itens colocados em um carrinho virtual em uma loja; recuperação de pesquisas anteriores; preferências de layout das páginas; perfis diferentes de usuários e muito mais.
Perigos

As discussões sobre privacidade estão cada vez mais maduras, já que há alguns anos o tratamento às informações dos usuários era feito de maneira obscura e muito pouco transparente. Após polêmicas recentes como a do TikTok, que supostamente exercia uma vigilância dos usuários e enviava informações para o governo da China, muita gente começou a se dar conta sobre a importância do controle dos próprios dados.

Apesar de motivados por casos de vazamentos, os usuários do mundo todo estão se conscientizando e questionando para onde vão suas informações pessoais. No caso dos cookies a preocupação também precisa existir. Apesar de eles serem importantes aliados na nossa navegação cotidiana, é preciso manter no radar para quem estamos entregando detalhes pessoais.

No caso do Brasil, após a aprovação da LGPD, explodiram os avisos de cookies nos sites. Os quadros, que são bastante chamativos e ocupam às vezes até mesmo a visão de toda a tela, estão entre as obrigações da nova lei.

“Este site utiliza cookies e tecnologias semelhantes para personalizar publicidade e recomendar conteúdo de seu interesse. Ao navegar em nosso serviço você aceita tal monitoramento”, é um dos padrões de mensagem mais comum nas páginas brasileiras.

Dicas de como lidar com cookies e termos de privacidade

Entre as principais dicas para que os usuários controlem seus cookies e saibam como lidar com termos de privacidade, estão:

Nunca aceite um termo sem ler:é essencial ler as normas e políticas de privacidade dos sites. Muitas vezes, as páginas e serviços captam informações que nem imaginamos, como número de telefone, fotos pessoais, dados biométricos, além dos já citados números do cartão de crédito. A obrigação da LGPD de fazer com que os sites ofereçam essas informações pode deixar nossa relação com a internet mais transparente.

Conheça os navegadores utilizados:a principal forma de lidarmos com os cookies é através dos navegadores. Browsers tradicionais como o Google Chrome e Firefox permitem a visualização de todos os cookies e o gerenciamento de acessos. No menu de configuração dos softwares é possível pesquisar pela palavra “cookie” para criar uma lista de sites que nunca podem usar cookies e até mesmo bloquear todos os cookies, o que não é muito recomendado, já que pode deixar a navegação bastante complicada.

Confira quais acessos foram dados aos sites:além dos cookies, as páginas pedem outras permissões de acesso como notificações (que aparecem no topo esquerdo da tela), imagens, pop-ups, anúncios e outras coisas. Nem todos os sites deixam claro quais permissões eles receberam com o aceite do usuário, o que abre brechas para desinformação e má fé. Por isso, é importante acessar as configurações do navegador para verificar o que os sites estão acessando.

Apague os cookies com frequência:é importante que o usuário crie o hábito de apagar os cookies com certa frequência, que pode ser estabelecida por ele. Apesar de auxiliar a navegação, muitas vezes o acúmulo de cookies está ligado a falhas e problemas no acesso a determinados sites.

Não dê aceites em computadores públicos:a pessoa que utiliza computadores públicos ou até mesmo de pessoas conhecidas precisa ficar atenta com os aceites dos termos de privacidade. Eles podem salvar as informações no navegador, permitindo que após o uso a outra pessoa tenha acesso a uma conta sua, por exemplo. Por isso, é essencial apagar os cookies e dados de navegação após a utilização de um computador que não é o pessoal.

Utilize o modo anônimo do navegador:uma das formas de navegar com mais tranquilidade em computadores ou celulares de outras pessoas ou até no próprio é utilizar uma navegação privada no navegador. Apesar de não ocultar a navegação de uma pessoa (o que só pode ser feito com uma VPN), a técnica permite que cookies, histórico de navegação, informações de formulários e outros detalhes não fiquem salvos (ou pelo menos sejam apagados assim que a janela for fechada).

Fique atento ao celular:o acesso à sites tem se tornado cada vez mais mobile principalmente por causa da portabilidade de um smartphone na comparação com um computador, mesmo um notebook. Por isso, todo o cuidado com cookies e termos de privacidade deve ser pensado também nos smartphones. Por isso é importante ficar atento aos aplicativos que estão sendo instalados e analisar todos os acessos que eles pedem.

Fiscalize o uso de crianças e adolescentes:assim como o do TikTok, que armazena não somente cookies, outros serviços e páginas que fazem sucesso com menores de idade devem ser fiscalizados pelos pais. A nível mais básico, os provedores venderão publicidade direcionada e mostrarão conteúdos que os pequenos gostam. Porém, a um nível mais elevado eles podem ser vítimas de uma exposição de dados, incluindo fotos e vídeos.

Muito tem se debatido sobre a implicação do conceito ‘privacidade’ na era digital. Uma das constatações é que a privacidade absoluta virou uma utopia no cenário em que vivemos. Contudo, a conscientização de quais tipos de dados os provedores, páginas, lojas, redes sociais, apps e etc, capturam da gente pode ser o diferencial para evitar a exposição desnecessária e até mesmo o aceite de termos em serviços que podem efetivamente colocar nossas informações pessoais em risco.

Sylvia Bellio, CEO & Co-Founder na Itltech.

FONTE: https://tiinside.com.br/17/09/2021/os-riscos-de-aceitar-os-cookies-e-termos-de-privacidade-na-internet/

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Cibersegurança e Governança: aliadas para inovação

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Cibersegurança e Governança: aliadas para inovação

Cibersegurança e Governança - aliadas para inovação

Em muitas empresas a Tecnologia da Informação (TI) ainda é vista como um ofensor para alavancagem de projetos de negócios inovadores. Como CIO, é importante tomar as rédeas da situação e assumir o controle da inovação tornando-se o centro do negócio. Ao trazer esta responsabilidade para o seu colo é essencial que a segurança da informação e governança caminhem juntos durante esta jornada.

Ainda existem resquícios do áspero relacionamento da TI com o restante da empresa nas trincheiras do Help Desk. Coisas como quando algum usuário liga para o suporte técnico para uma demanda simples e o responsável pelo suporte dá a eles um número de tíquete, pede para abrir um chamado e, em vez da resposta de 10 segundos que eles precisam no momento, faz do pequeno problema uma verdadeira celeuma.

No entanto, para ser eficaz, a segurança da informação tem que ser intrusiva. Nenhum nível de falta de visibilidade em seu território é aceitável. Para isto, nem sempre a TI pode permitr aos usuários acessos ilimitados à ferramentas quando e onde eles quiserem. Uma pesquisa do PROCON de São Paulo feita em julho deste ano ilustra este risco: 65% dos brasileiros sequer sabiam o que era Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD). O mesmo estudo mostra que 63% dos entrevistados sequer tomaram alguma atitude ao descobrir que foram vitimas de vazamentos de dados ou tentativas de golpe. Isto posto que o debate sobre LGPD vem desde 2016 com o famoso caso da Cambridge Analytica e o Facebook.

Dado o desconhecimento do usuário que está focado em suas funções diretas, é preciso que a TI facilite um pouco sua vida. Existem soluções embarcadas que podem auxiliar como, User Behavior Analytics, por exemplo, que analisam padrões de comportamento humano para detectar anomalias. Este tipo de solução é fundamental para indicar potenciais ameaças internas, ataques direcionados e fraude financeira, rastreando peremptoriamente o modus operandi dos usuários. Além disso, é possível facilitar a vida do usuário com ferramentas simples de reset de senha dentro de uma infraestrutura de cibersegurança com políticas sólidas de governança, incluindo sanitização de dados.

Então, CIO, traga a inovação de TI para dentro de casa. Fazer isso não apenas dá à disrupção um lar, mas também traz para dentro de seu guarda-chuva a integração junto ao resto da arquitetura que você mesmo gerencia. Afinal, você não quer continuar sendo o estraga-prazeres da sua empresa, não é mesmo?

FONTE: https://www.segs.com.br/seguros/310295-ciberseguranca-e-governanca-aliadas-para-inovacao

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Confira cuidados que empresas devem tomar ao solicitar comprovantes de vacinação

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Confira cuidados que empresas devem tomar ao solicitar comprovantes de vacinação

Confira cuidados que empresas devem tomar ao solicitar comprovantes de vacinação

Com o retorno gradual ao trabalho presencial, as empresas começam a definir as diretrizes para incentivar a vacinação entre seus colaboradores, ou mesmo acompanhando a efetividade da imunização por meio da coleta de comprovantes, como, por exemplo, uma cópia da carteira de vacinação.

Com a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), que passou a vigorar em setembro de 2020, a solicitação do documento de vacinação deve ser adotada com cautela pelas empresas. Essa é a opinião do advogado Daniel Bijos Faidiga, especialista em contencioso cível estratégico e arbitragem, membro da Comissão Especial de Coaching Jurídico da OAB/SP e sócio do escritório LBZ Advocacia, em entrevista no Tarde Nacional desta sexta-feira (17).

Ouça a entrevista na íntegra clicando no player acima.

Além da validação da imunização, a carteira de vacinação possui dados pessoais dos funcionários. Sendo assim, a solicitação da comprovação pode levar a uma situação de vulnerabilidade, que pode resultar em sanções administrativas por violações à LGPD.

Para o advogado, é importante destacar que não há padronizações que podem ser seguidas por todas as companhias. Contudo, é preciso elaborar um programa de adequações único de acordo com o tipo e tamanho da corporação.

Durante a conversa ele também fala sobre a situação dessa exigência em órgãos da administração pública.

FONTE: https://radios.ebc.com.br/tarde-nacional/2021/09/confira-cuidados-que-empresas-devem-tomar-ao-solicitar-comprovantes

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